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	<title>Mãe do João</title>
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	<description>Ele cresce, eu aprendo a ser mãe.</description>
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		<title>É mais fácil calar, do que tentar achar as palavras certas.</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Sep 2012 20:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Biattrix</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há meses não escrevo. Na cabeça, milhões de palavras, todas carregadas de sentimento. E um não-saber como começar, como escrever sem julgar ninguém, apenas colocando em forma de texto tudo o que sinto aqui, calada. Em contraponto, João está cada vez mais falante. Fico impressionada com a fluência do pequeno! Em parte, porque eu sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há meses não escrevo. Na cabeça, milhões de palavras, todas carregadas de sentimento. E um não-saber como começar, como escrever sem julgar ninguém, apenas colocando em forma de texto tudo o que sinto aqui, calada.</p>
<p>Em contraponto, João está cada vez mais falante. Fico impressionada com a fluência do pequeno! Em parte, porque eu sempre lhe disse que era preciso aprender a falar sobre os sentimentos. Que é bom dividir o que pensamos, assim mesmo: em voz alta. Quando escutamos o que nós mesmos estamos falando, nos damos conta de várias outras questões. O não conseguir falar também diz muito. E vai explicar isso para uma criança de 6 anos?!</p>
<p>Quando estamos de cabeça quente, sempre o oriento a se isolar um pouco, tomar o tempo necessário para se esfriar e pensar melhor. E só então falar.</p>
<p>Eu já pequei tanto ao dizer coisas que não queria, só porque a cabeça fervendo embotava os pensamentos. Já feri muita gente que amo além da conta. Porque eu não sabia esperar, processar aquela emoção. Atacar sempre parecia a saída perfeita para me defender. Do quê? Não sei. Nunca pensei direito sobre isso.</p>
<p>Agora, mais madura, vejo que errei tanto!</p>
<p>Não que minha intenção seja eliminar os erros da vida do João! Isso é impensável! Apenas quero dar ao pequeno mais instrumentos, para que os seus erros sejam outros &#8211; os dele, e não os meus.</p>
<p>Eu escolhi ser mãe solteira. Optei por criar sozinha o meu filho. Hoje, acho que até profetizei isso, ao dizer, do alto dos meus 16 anos, que “aos 35 &#8211; casada ou não &#8211; eu teria o meu filho”. João nasceu uma semana depois d’eu completar &#8211; adivinhem?! &#8211; 35 anos.</p>
<p>Nos primeiros meses de gravidez, eu pirei. Questionava essa decisão, lutava para me encaixar no modelo vigente de família (da minha cabeça, ok?!). Aos 6 para 7 meses de gestação, terminei o namoro falido com o pai do João. Nos meses seguintes, tentei não deixá-lo de fora da (futura)vida do filho mais novo. Porque mesmo sem uma relação afetiva entre nós, não queria privar o João de desenvolver a relação deles &#8211; de pai e filho.</p>
<p>Depois das visitas contadas nos dedos da mão, o afastamento. Para, depois de 4 anos, um oficial de justiça anunciar a visitação.</p>
<p>Ô diazinho dolorido, viu?! Meu maior medo era que, ao entrar na vida do João, o pai &#8211; até então desconhecido, criasse um vínculo que seria rompido depois. Meu medo era que essa presença não fosse constante. E que o meu filho tivesse que aprender a suportar a saudade e administrar todas as dúvidas do abandono. O que, infelizmente, aconteceu seis meses depois.</p>
<p>Hoje, longe do pai há dois anos, João questiona essa ausência. Por que é a pergunta que ele mais faz. Por que não liga? Por que não fala pelo computador, como os tios? Por que não vem me visitar?</p>
<p>É claro que eu inventei mil desculpas e criei um pai-que-nunca-existiu. Até fazermos terapia, onde aprendi a não tapar o sol com a peneira (tão frase da minha avó!).</p>
<p>João sabe que o pai está longe e não liga porque não quer. Os motivos, nós nunca vamos saber, até que ele mesmo se posicione. Não é uma resposta aconchegante para o João. Mas, tento que seja a mais neutra possível, já que é ele quem precisa qualificar a relação de pai-e-filho.</p>
<p>Dentro da minha cabeça, uma vozinha diz: eu já sabia! E segue desfiando um rosário de adjetivos não publicáveis.</p>
<p>Cabe a mim, aprender a lidar com isso: ver meu filho sofrer e calar suas dores pela ausência do pai. Entender esses momentos e ajudá-lo a elaborar, em palavras, o que o coração sente. Estender a mão e seguir juntos, aprendendo cada um a viver a sua história particular.</p>
<p>Agora que eu escrevi o que me calava, talvez possa matracar novamente sobre as coisas que descubro todos os dias, as graças e gaiatices do João, as minhas próprias palhaçadas, e as angústias, por que não?!, afinal, só sofre o coração que pulsa!</p>
<p><a href="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2012/09/IMG_3714.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-209" title="IMG_3714" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2012/09/IMG_3714-1024x1024.jpg" alt="" width="560" height="560" /></a></p>
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		<title>Primeiro ano do Ensino Fundamental</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 02:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Biattrix</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mãe no paraiso]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro Ano]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã, dia 6 de fevereiro de 2012, João vai para uma nova escola. Assim começa uma nova fase. Meu pequeno-príncipe cresce rapidamente, como nunca pensei. (Não era eu quem reclamava do tempo se arrastando? Sim&#8230; eu já fui dessas. Não tinha paciência para nada. Não curtia esperar. Queria tudo para ontem. E o tempo, relativo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã, dia 6 de fevereiro de 2012, João vai para uma nova escola.</p>
<p>Assim começa uma nova fase.</p>
<p>Meu pequeno-príncipe cresce rapidamente, como nunca pensei. (Não era eu quem reclamava do tempo se arrastando? Sim&#8230; eu já fui dessas. Não tinha paciência para nada. Não curtia esperar. Queria tudo para ontem. E o tempo, relativo, era hiperlativo em sua lentidão).</p>
<p>Vai para o seu primeiro ano do Ensino Fundamental. Nesta última semana de férias, oscilou entre a ansiosa alegria da mudança e a angustiante limitação da insegurança: &#8220;mamãe, acho que não estou pronto para a nova escola&#8221;. Para a minha tranquilidade, a alegria é bem maior (dei uma forcinha customizando seu material com os personagens favoritos: os Jedis!).</p>

<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/primeiro-ano-do-ensino-fundamental/attachment/img_4177/' title='Presente'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_4177-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Presente dos amigos Daniel e Alice" title="Presente" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/primeiro-ano-do-ensino-fundamental/attachment/img_4168/' title='Caderno'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_4168-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="João escolheu as imagens e voilà!" title="Caderno" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/primeiro-ano-do-ensino-fundamental/attachment/img_4166/' title='Caderno'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_4166-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Outro escolhido pelo pequeno!" title="Caderno" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/primeiro-ano-do-ensino-fundamental/attachment/img_4167/' title='Caderno Jedis'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_4167-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="O meu preferido!" title="Caderno Jedis" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/primeiro-ano-do-ensino-fundamental/attachment/img_4176/' title='outros materiais'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_4176-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Régua, Material Dourado, cola..." title="outros materiais" /></a>

<p>João vai chegar na escola já sabendo ler quase tudo. O pequeno não só junta lé com cré, como já conhece e reconhe várias formas de escrita &#8211; antes, limitadas apenas à letrinhas de forma!  Garoto esperto, esse meu! Os anos de Educação Infantil, passados na Aprendiz, foram incríveis e com muitas mudanças importantes nas nossas vidas. A Escola foi uma parceira de verdade. E as professoras, muito queridas!</p>
<p>Revendo esse caminho até aqui, acho engraçado que minha mãe tenha me ajudado tanto a relaxar das tensões das escolhas, sendo ela a mais preocupada das avós! Foi com ela que aprendi que não faz diferença se João sabe o que é A, B ou C&#8230; se ele segue a linha traçada na apostila, ou desvia sinuosamente entre os tracinhos. O que importa é que ele goste da escola, que se relacione bem com os amigos, que respeite as professoras, e mesmo seguindo ordens, que seja criativo para inventar a si mesmo. E que não adianta comparar com o fulano, que já sabe os algorítmos do Google. (Brinks!). Coisas que eu via nas reuniões de pais, ou nas conversas na porta da escola. Eu não me preocupo com isso. Quero mais é saber se João está feliz. Porque todo o resto se resolve daí&#8230;</p>
<p>(o amanhã virou hoje enquanto escrevo &#8211; ou seja: 0h20 do dia 6 de fecereiro!)</p>
<p>Hoje, João vai atravessar os portões da nova escola e o meu coração não vai ficar apertado, cheio de dúvidas. Mas não vai caber tanta alegria! Porque vai começar um novo capítulo na nossa história &#8211; cheio de desafios, descobertas e conquistas. E muita diversão! (na lista de material, baquetas para aula de música, telas para educação artística, legos para oficina! E lá na quinta série, aula de robótica!!!).</p>
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		<title>Cirque du Soleil</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 15:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Biattrix</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ano começou cheio de boas surpresas! A minha vida tem mudado muito, e bem rápido. Confesso que não dou muita atenção em como isso impacta a mega-mutante-vida do João. Sim, porque aos 5 anos de idade, tudo muda o tempo todo e as novidades acontecem a cada 5 minutos (embora o tempo pareça andar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano começou cheio de boas surpresas!</p>
<p>A minha vida tem mudado muito, e bem rápido. Confesso que não dou muita atenção em como isso impacta a mega-mutante-vida do João. Sim, porque aos 5 anos de idade, tudo muda o tempo todo e as novidades acontecem a cada 5 minutos (embora o tempo pareça andar bem lento, quase arrastado!). E essa falta de atenção é proposital &#8211; a vida é assim, e dar muita atenção a isso seria hipervalorizar algo corriqueiro.</p>
<p><strong>Comemoramos as conquistas. E de um tempo para cá, tenho celebrado os erros também!</strong></p>
<p>Errar é fazer.<br />
Errar é mão na massa.<br />
Errar é crescer.<br />
Errar é amadurecer.<br />
Errar faz parte de todo e qualquer processo de aprendizado.</p>
<p>Eu poderia continuar listando tudo o que um erro pode nos oferecer, mas acho que isso já mostra o que penso a respeito.</p>
<blockquote><p>- Eu já comentei que adoro ouvir meu vizinho errando as notas no Sax? Poizé&#8230; adoro. É como se eu acompanhasse sua evolução. No início, as repetições e erros me incomodavam bastante. Depois, mudei o foco e passei a admirar sua persistência, paciência, e horas de dedicação. Nota a nota, ele repete frases inteiras no instrumento, sem evoluir para uma &#8220;música&#8221; de fato. Até aquela frase estar perfeita no sopro, no ritmo dos dedos, nos ouvidos&#8230;</p></blockquote>
<p>Meu irmão mais novo, padrinho do João, é bem perfeccionista, exigente e  imediatista! Diz querer tocar um instrumento, mas sabe que não teria a paciência necessária para tantos erros. Admiro isso. E odeio também. Desta maneira, ele se priva de tantas alegrias! Embora esse querer seja um dos mais frouxos, aquele querer-querer-quero-não&#8230;</p>
<p>Eu fui assim um dia. Não sei ao certo quando mudei e passei a valorizar os erros. Mas lembro do dia exato que a &#8220;ficha caiu&#8221; e me peguei na área de serviço, debruçada na janela, encantada com as repetições infinitas do sax do meu vizinho. Não vou exagerar, mas o mundo ganhou mais nitidez.</p>
<p>A mesma sensação eu senti na quarta-feira, dia 4 de janeiro, ao prender o ar no instante que um artista do Cirque du Soleil errou o passo.</p>
<p>O espetáculo Varekai é mais bonito do que eu imaginava. A trupe é incrível, além do humano. Com gestos e movimentos que desafiam o cotidiano e os aproximam do que eu imagino Deus.</p>
<p style="text-align: left;">Assistir ao Cirque du Soleil foi um presentão! A Cris nem imagina a felicidade que nos deu quando deixou dois ingressos na minha portaria. Eu estava ansiosa e um tanto desapontada com a falta de interesse do João. Mas, ó, que delícia ver o rostinho dele mudar espetáculo adentro. Queixo caído, olhos arregalados, inquieto na cadeira, tentando absorver toda aquela informação.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2012/01/IMG_3934.jpg"><img class="size-full wp-image-197 aligncenter" title="Nós!" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2012/01/IMG_3934.jpg" alt="" width="432" height="432" /></a></p>
<p>Saímos do espetáculo encantadérrimos e, por mim, posso dizer: foi uma apresentação impecável e inesquecível.</p>
<p>Mas, e aquele erro? Bem, ele não foi o único da noite &#8211; precebi mais dois deslizes. Eu seria leviana se dissesse que aqueles três perceptíveis erros comprometeram todo um espetáculo belíssimo. Aliás, leviana não: eu seria muito amarga se pensasse isso&#8230;</p>
<p>Então porque deixo aqui registrados os erros? Ora, porque até eles foram lindos! O sorriso do artista ao levantar da queda, sua insistência e garra para tentar de novo&#8230; ah! Eu os tomo como lição de vida! E assim, tento mostrar o mesmo para o João.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Em 2012</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 12:25:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Biattrix</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Carinho]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/12/20111223-102346.jpg"><img class="alignnone size-full" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/12/20111223-102346.jpg" alt="20111223-102346.jpg" /></a></p>
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		<title>Quer ganhar uma Árvore do Carinho?</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 01:40:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Biattrix</dc:creator>
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		<category><![CDATA[OSegredoeCarinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o último mês, recebemos aqui em casa uma hóspede inusitada que logo se tornou parte da família: uma muda de laranjeira, da espécie Laranja Kinzu, cultivada como bonsai, a Árvore do Carinho. Eu, que não levo muito jeito com plantinhas, me apaixonei. A espertinha ainda &#8220;tuitava&#8221;! João ficou super curioso com as laranjinhas miúdas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o último mês, recebemos aqui em casa uma hóspede inusitada que logo se tornou parte da família: uma muda de laranjeira, da espécie Laranja Kinzu, cultivada como bonsai, a Árvore do Carinho. </p>
<p>Eu, que não levo muito jeito com plantinhas, me apaixonei. A espertinha ainda &#8220;tuitava&#8221;! João ficou super curioso com as laranjinhas miúdas, enquanto as gatas Kika e Lola rondaram a árvorezinha, intrigadas com o cheirinho das folhas (e para mantê-las longe, tive que apelar para a fedorenta naftalina &#8211; dica que li em um livro sobre felinos).</p>
<p>Agora que esta ação chegou ao fim, eu e as mães blogueiras  (<a href="http://twitter.com/1001roteirinhos" target="_blank">@1001roteirinhos</a> <a href="http://Twitter.com/blogdati" target="_blank">@blogdati</a> <a href="http://twitter.com/lilianeferri" target="_blank">@lilianeferri</a> <a href="http://Twitter.com/rezica" target="_blank">@rezica</a> <a href="http://twitter.com/samegui" target="_blank">@samegui</a>) vamos dar a chance para você ter também a sua Árvore do Carinho! É só participar do Concurso Cultural “Sua Árvore do Carinho”. </p>
<p>É bem simples: basta responder à pergunta &#8220;O que é a expressão do carinho, para você?&#8221; aqui mesmo, nos comentários deste post até o dia 28/10/2011.  As respostas serão escolhidas por um júri da Del Valle e o resultado vai ser publicado em update neste post no dia 03/11/2011. </p>
<p>Para conhecer o regulamento completo, <a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1WZUG9VW9CaSGtYtC2UKIBE7uhy8O4x8Q398lBrO0MgQ" target="_blank">clique aqui</a>. E como disse a Sam, uma das mães blogueiras, &#8220;por favor, leia e certifique-se de que está ciente das claúsulas antes de participar, ok?&#8221; <img src='http://www.maedojoao.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Boa sorte!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dia da Árvore</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 16:03:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Biattrix</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Carinho]]></category>
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		<description><![CDATA[Lembro &#8211; de maneira um tanto nublada &#8211; dos meus dias na escola, aos cinco ou seis anos, quando plantávamos uma árvore em comemoração ao início da primavera, e ouvíamos histórias exaltando a importância da Amazônia. Tudo era muito distante da minha realidade &#8211; a Amazônia, de tão longe, parecia outro planeta. Agora, tentando refazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro &#8211; de maneira um tanto nublada &#8211; dos meus dias na escola, aos cinco ou seis anos, quando plantávamos uma árvore em comemoração ao início da primavera, e ouvíamos histórias exaltando a importância da Amazônia.</p>
<p>Tudo era muito distante da minha realidade &#8211; a Amazônia, de tão longe, parecia outro planeta.</p>
<p>Agora, tentando refazer alguns dos discursos &#8211; tanto da escola, quanto dos meus pais &#8211; tenho a impressão de que tudo era posto como se em outro mundo &#8211; e não no meu. Não que eu tenha sido criada em uma redoma de cristal. Mas, é fato que meus pais tentaram, mais do que deveriam e em nome do amor, me proteger de muitas coisas. Não acho que essa atitude tenha me alienado &#8211; apenas adiou alguns confrontos e questionamentos. Se certo, ou errado, não importa. Foi a escolha deles.</p>
<p>Hoje, assumo outra postura, sigo as minhas escolhas. Afinal, outros tempos, mais informações&#8230;</p>
<div class="lgn_quote">Quero que o João entenda como suas escolhas geram consequências &#8211; que somos eternamente responsáveis por aquilo que <strong>cativamos</strong> &#8211; e completo: por tudo aquilo que <strong>cultivamos</strong>. E que mesmo atentos, ainda assim nossas ações podem influenciar outros, sem que tenhamos a mínima noção.</div>
<p>Somos únicos, indivíduos completos, embora ao mesmo tempo sejamos parte de algo maior: um coletivo &#8211; para muitos não diria nem invisível, mas, talvez inexistente &#8211; que para crescer saudável depende das ações únicas de cada parte. Longe de uma visão comunista, como eu mesma classificaria esse discurso aos 14, 15 anos&#8230; É que de nada adianta ser grande, em um mundo de pequenos. E a escolha de &#8220;seguir pequeno como os demais&#8221; é negar toda uma existência.</p>
<p>Não pense que sou boa, pura, fraterna &#8211; costumo interpretar essa minha visão como <strong>algo muito egoísta</strong>: quero fazer o melhor para<strong> a minha vida!</strong> Quero <strong>me sentir confortável</strong>, tranquila,<strong> feliz com as minhas ações</strong>. Por exemplo: se, na fila do caixa, no supermercado, logo atrás do carrinho com as minhas compras do mês inteiro, tem alguém-não-importa-o-sexo-ou-a-idade com meia dúzia de coisas, por que fazê-lo esperar que tudo seja registrado, ensacado, debitado, para então chegar a sua vez na fila? Sinto um enorme prazer, uma leveza incrível, quando &#8211; por gentileza &#8211; o peço que passe a minha frente. Ou seguro a porta do elevador, esperando um vizinho-que-nunca-vi-na-vida dar mais alguns poucos passos até nos alcançar. Quando pergunto &#8220;como vai a vida?&#8221;, não espero uma resposta lacônica e pró-forma &#8220;- vai indo&#8221;&#8230; Eu realmente quero ouvir e me importo com isso. Porque sei que um sorriso pode mudar muita coisa. E eu adoro sorrisos!</p>
<blockquote><p><em>Mas, e o dia da árvore e a bendita, em si, onde cabem neste post?</em></p></blockquote>
<p>A árvore cabe na metáfora que uso muito &#8211; porque precisamos de raízes, um lugar para chamar de nosso. Mesmo que lá não estejamos. As raízes nos alimentam, fortalecem, nos dão base e a primeira direção: para o alto e avante. Ainda que nos podem, arranquem nossas folhas, flores e frutos, da raíz renascemos. E por falar em flores e frutos, é preciso levar beleza para o mundo! Da perfeita-imperfeição das pétalas aprendemos a perenidade das coisas e seus ciclos. Assim com dos frutos, que precisam amadurecer para oferecer o seu melhor, que alimentam, nutrem e saciam, não a própria árvore!, a vida ao redor.</p>
<p>Que o dia da árvore, hoje, 21 de setembro, seja para pensar em tudo isso. Para ensinar a fazer diferente. E aprender um jeito novo. Dividir, compartilhar a alegria de ser e de estar vivo. <img src='http://www.maedojoao.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<div id="attachment_185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 570px"><a href="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1550.jpg"><img class="size-large wp-image-185" title="Árvore do Carinho" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1550-771x1024.jpg" alt="" width="560" height="743" /></a><p class="wp-caption-text">Arvore do Carinho... e a Lola de olho!</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Lá em casa!</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Sep 2011 03:52:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Biattrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carinho]]></category>
		<category><![CDATA[OSegredoeCarinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre quis morar sozinha. E dizia que meu apartamento seria todo branco, com algo de inox, ou vidro. Mas, basicamente branco. [a-ham, senta lá, Bia] Hoje, divido o apê coloridérrimo [parede roxa, cortinas verdes, almofadas de várias cores] com um filhote lindo e duas felinas. Ainda tem Pablito, um boneco-travesseiro-gigante que trouxe de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre quis morar sozinha. E dizia que meu apartamento seria todo branco, com algo de inox, ou vidro. Mas, basicamente branco. [a-ham, senta lá, Bia]</p>
<p>Hoje, divido o apê coloridérrimo [parede roxa, cortinas verdes, almofadas de várias cores] com um filhote lindo e duas felinas. Ainda tem Pablito, um boneco-travesseiro-gigante que trouxe de uma viagem com amigos lá pras terras da Argentina. Em março, duas bromélias, uma alfazema e uma árvore da felicidade vieram morar na varanda!</p>
<p>Não é que agora ganhamos mais uma moradora? Ela é baixinha, lindinha, tem um lado suuuuper tradicional e outro bem moderninho. É a Árvore do Carinho, da Del Valle Mais, uma laranjeirinha cultivada como Bonsai e que tuita todo dia!</p>
<h2><strong>Sete mães. Sete árvores do carinho. Sete experiências</strong>.</h2>
<p>[Mas isso eu copiei da Ti, uma das mães do projeto, que fez <a title="Árvore do Carinho no Blog da Ti" href="http://blogdati.com/2011/09/15/como-fazer-crescer-forte-e-feliz-7-maes-7-arvores-do-carinho-7-experiencias-osegredoecarinho/" target="_blank">esse post aqui</a>, com todos os detalhes!]</p>
<p>A ideia é descobrir como o carinho faz diferença para uma vida saudável e feliz. [Bem, eu já sei disso há tempos! Minha mãe já sabia disso... e agora estou mostrando para o João - na prática - como o carinho deixa tudo mais leve, mais agradável, mais saudável, mais feliz!].</p>

<a href='http://www.maedojoao.com.br/carinho/la-em-casa/attachment/fr_1550/' title='Árvore do Carinho'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1550-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="...e a Lola de olho!" title="Árvore do Carinho" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/carinho/la-em-casa/attachment/fr_1544/' title='Árvore do Carinho'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1544-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Árvore do Carinho" title="Árvore do Carinho" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/carinho/la-em-casa/attachment/fr_1545/' title='Árvore do Carinho'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1545-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Apaixonei!" title="Árvore do Carinho" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/carinho/la-em-casa/attachment/fr_1545-1/' title='Árvore do Carinho'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1545-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Linda, não?!" title="Árvore do Carinho" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/carinho/la-em-casa/attachment/fr_1549/' title='Árvore do Carinho'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1549-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Olha que delicada!" title="Árvore do Carinho" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/carinho/la-em-casa/attachment/fr_1546/' title='Árvore do Carinho'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1546-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Laranjinhas!" title="Árvore do Carinho" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/carinho/la-em-casa/attachment/fr_1548/' title='Árvore do Carinho'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1548-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Vista de cima!" title="Árvore do Carinho" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/carinho/la-em-casa/attachment/fr_1543/' title='Árvore do Carinho'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1543-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sol!" title="Árvore do Carinho" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/carinho/la-em-casa/attachment/fr_1542/' title='Árvore do Carinho, da Del Valle, quer dizer, minha! =D'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1542-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Moderninha" title="Árvore do Carinho, da Del Valle, quer dizer, minha! =D" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/carinho/la-em-casa/attachment/fr_1547/' title='Árvore do Carinho'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fr_1547-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe do bonsai" title="Árvore do Carinho" /></a>

<p>Para saber mais,<a title="Árvore do Carinho, da Del Valle" href="http://produtos.delvalle.com.br/arvoredocarinho/index.do" target="_blank"> veja o site da campanha</a> ou siga <a href="http://www.twitter.com/DelValleMais" target="_blank">@DelValleMais </a>.</p>
<p>p.s.: Estou apaixonada pela arvorezinha. O mais legal é que, por ela, a Árvore do Carinho, eu conheci pessoas incríveis: <a href="http://www.twitter.com/blogdati" target="_blank">@blogdati</a>, <a href="http://www.twitter.com/samegui" target="_blank">@samegui</a>,<a href="http://www.twitter.com/mam%C3%ADferas" target="_blank"> @mamíferas</a>,<a href="http://www.twitter.com/1001roteirinhos" target="_blank">@1001roteirinhos</a> e <a href="http://www.twitter.com/lilianeferrari" target="_blank">@lilianeferrari</a>! </p>
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		<title>O dedo verde</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 02:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Biattrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[Carinho]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe no paraiso]]></category>
		<category><![CDATA[OSegredoeCarinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando criança, eu era muito esquisita. A menina quietinha, obediente, de olhos verdes e pele branquinha, era &#8211; de fato! &#8211; uma boneca a ser exibida numa redoma de vidro. Eu fui uma criança de apartamento. Em casa, eu vivia de sapato-de-fivelas (boneca!) e meia 3/4! &#160; O oposto exato da minha mãe. Minha mãe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Quando criança, eu era muito esquisita.</h2>
<p>A menina quietinha, obediente, de olhos verdes e pele branquinha, era &#8211; de fato! &#8211; uma boneca a ser exibida numa redoma de vidro. Eu fui uma criança de apartamento. Em casa, eu vivia de sapato-de-fivelas (<em>boneca</em>!) e meia 3/4!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O oposto exato da minha mãe.</h2>
<p>Minha mãe cresceu em casa de quintal, sem luxos, sem geladeira ou TV, com o pé no chão. Quando não  brincava de casinha, pulava carniça, jogava bola de gude, soltava pipa e marimbondo! &#8211; <em>Isso mesmo: ma-rim-bon-do. Ela laçava o infeliz, lhe arrancava o ferrão e dava linha&#8230; até puxá-lo de volta e continuar a brincadeira!</em> &#8211; Mamãe adorava comer frutas no pé, coisa que eu nunca entendi! Fruta suja, com coco de passarinho e teia de aranha, eca!</p>
<p>Não lembro de amar a casa da minha avó, como João adora a dele&#8230; Agora, tentando lembrar, só penso no medo que eu sentia quando lá estava. É que vovó morava em uma casa-sítio. Eram seis mangueiras, um bambuzal, e mais um monte de outras espécies: lágrimas-de-nossa-senhora (<em>das continhas eu fazia colares e pulseiras!</em>), babosa, espadas-de-São-Jorge, bananeiras, roseiras, goiabeira, fruta-do-conde (<em>amo</em>!) e mato, e terra, e lama, e pedrinhas! Ah! E bichos, muitos bichos! Cachorro, gato, galinha, ganso, marreco, papaguaio, piriquito, coelho&#8230; Mais os insetos. Milhares de insetos moravam naquele ecossistema complexo, que todos insistiam em chamar &#8220;casa da vó Cutica&#8221;.</p>
<h3>Sou esquisita, não?!</h3>
<p>Eu tinha medo de mosca, abelha, vespa, besouro, marimbondo, mosquito&#8230; mariposa e borboleta. Aliás, resumindo: eu tinha medo de tudo o que voava. E de cachorro, de ganso, do marreco e da galinha. Mas, eu adorava os bichos. Todos, sem exceção. Se todos estivessem nos livros. Isso eu sempre amei! Nunca tive medo de livro grosso e pesado. É que desde os quatro anos eu vivo uma vida virtual, conectada com minhas fantasias, histórias em quadrinhos, heróis, outros países e planetas&#8230;</p>
<blockquote><p><strong>Peraí &#8211; entenda: eu ia a praia de havaianas. Mergulhava de havaianas. Não tirava as havaianas dos pés. </strong> <strong>Eu não curtia a areia entre os dedos dos pés. Pode?!</strong></p></blockquote>
<p>Curiosa, sempre procurei saber um pouco sobre quase tudo. Adoro estudar e aprender coisas novas &#8211; o que, para mim, representa energia em movimento. Até sei sobre mitologia romana, mas não gravo os nomes das plantas. Ô, dó! Se palmeira ou bananeira, árvore é árvore, e tem também arbusto, moitinha e flores. Pronto.</p>
<blockquote><p><strong>Sempre perguntei a minha mãe como faria com meu filho.<br />
Como ensiná-lo sobre esse mundão de coisas?</strong></p></blockquote>
<p>Mamãe é do tipo <strong>Tistu</strong>. Ela tem <strong>o dedo verde</strong>. Suas plantinhas estão sempre lindas e bem cuidadas. Ela passa horas no jardim, sabe o nome de tudo o que é planta. Se gosta de sol ou prefere a sombra fresca. Se floresce em maio, setembro ou janeiro&#8230; Se é época de morango, caqui, caju, abricó ou abacaxi. Sabe até quando é ananais!</p>
<p>E mesmo morando em apartamento, nossa casa sempre tem muitas flores! O carinho que mamãe tem pelas pessoas, ela dá em dobro as plantinhas. E quando uma nova flor se abre, ela toda sorridente e orgulhosa nos chama para ver&#8230; Hoje, <strong>eu gosto tanto disso</strong>, que muitas vezes me pego relembrando suas caras e bocas a contar sobre um novo botão do seu jardim.</p>

<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/o-dedo-verde/attachment/img_2208/' title='crescendo...'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_2208-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="crescendo..." title="crescendo..." /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/o-dedo-verde/attachment/img_1023/' title='Na cobal'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_1023-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Na cobal" title="Na cobal" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/o-dedo-verde/attachment/img_2210/' title='trevos'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_2210-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="trevos" title="trevos" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/o-dedo-verde/attachment/img_2209/' title='detalhe'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_2209-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="detalhe" title="detalhe" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/o-dedo-verde/attachment/img_2191/' title='folhas'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_2191-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="folhas" title="folhas" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/o-dedo-verde/attachment/img_2216/' title='parece pedra'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_2216-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="parece pedra" title="parece pedra" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/o-dedo-verde/attachment/img_2666/' title='margaridinhas'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_2666-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="margaridinhas" title="margaridinhas" /></a>
<a href='http://www.maedojoao.com.br/aprendizado/o-dedo-verde/attachment/img_2663/' title='Detalhe'><img width="150" height="150" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_2663-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Detalhe" title="Detalhe" /></a>

<p>Foi minha mãe quem me deu a muda da <strong>Árvore da Felicidade</strong> que cresce na minha varanda. Ela me levou à Cobal, me ensinou a escolher o vaso, a terra, o adubo. Replantou a muda, me orientou sobre os cuidados&#8230;</p>
<p>E com esses gestos simples, de muito carinho, ela me ajudou a transformar meu apartamento em um lar.</p>
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		<title>Docinho de coco</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Aug 2011 03:29:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Biattrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mãe no paraiso]]></category>

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		<description><![CDATA[João é uma criança carinhosa e um tanto gaiata. Mas, como muitas vezes sou uma palhaça, cheia de caras e bocas, modulações de voz e gestos quase caricatos, o filhote tem uma professora particular em casa, 24 horas por dia! Acho normal seu jeitinho de falar, mas as correlações? Sempre acho graça. Gente, o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João é uma criança carinhosa e um tanto gaiata. Mas, como muitas vezes sou uma palhaça, cheia de caras e bocas, modulações de voz e gestos quase caricatos, o filhote tem uma professora particular em casa, 24 horas por dia!</p>
<p>Acho normal seu jeitinho de falar, mas as correlações? Sempre acho graça. Gente, o que são suas explicações? Ele faz analogias incríveis! Mas, como não tenho muito contato com outras crianças, sigo acreditando que todas nascem assim, espertinhas! Meus pais e alguns amigos garantem que não.</p>
<p>Já há alguns dias, ele vem reclamando do meu excesso de trabalho. Diz que fico com os olhos grudados no computador, ou no celular. Em dias de natação, a recomendação é sempre a mesma: &#8220;mãe, não vale ficar olhando pro iphone, viu?! É pra me ver na piscina!&#8221; Achava que era mais uma implicância da minha mãe do que dele mesmo&#8230;</p>
<p>Até uma queixa cair pesada sobre minha cabeça e me desmontar todinha: - <strong>mãe, você não brinca comigo!</strong></p>
<p>- Como assim, João, eu não brinco com você? E a saga completa de Star Wars (os SEIS DVDs!!!) que vimos, pelo menos, umas TRÊS vezes?! E a competição de Ninja Fruit???</p>
<p>O pequeno reclamava da falta de brincadeiras, daquelas sentadas no chão, com Bakugans, carrinhos de ferro, heróis e vilões em ataques ferrenhos, jogar bola no play&#8230; coisas do dia a dia, que não são programadas, não têm hora ou local certos.</p>
<p>É, eu não brinco com meu filho.</p>
<p>Vamos ao cinema.</p>
<p>Ao parque Lage.</p>
<p>Comer pizza com os amigos. Os meus. (que o adoram! Mas são adultos, amigos meus.)</p>
<p>Eu precisava mudar. Ele, essa criança doce, muito carinhosa, me pediu para mudar. E brincar mais.</p>
<p><a href="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/08/IMG_3188.jpg"><img class="size-medium wp-image-95 alignnone" title="Pegasus-e-Sargittarius" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/08/IMG_3188-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Ontem, perdemos a hora brincando&#8230; sentados na cama, com uma arena laranja entre as pernas, colocamos nossas BeyBlades para competirem. Fizemos torcida. Simulamos brigas. Implicamos um com o outro, vencedor e derrotado. Inventamos regras, magias para força e concentração, dancinhas de vitória e outras besteiras. Rimos muito. E eu ganhei um novo apelido: docinho de coco.</p>
<p>Às 7 horas da madrugada, João se deita ao meu lado na cama, me cobre de beijinhos e diz: &#8211; docinho de coco, vamos acordar? Está na hora da batalha: vamos competir, mãe??</p>
<p><strong>Como resistir?</strong></p>
<p>Depois de punkpanquecas para o café  e uma exibição de air guitar, lutamos como se não houvesse amanhã. Trocamos os disparadores. [<em>break para o almoço</em>] Misturamos as peças para criar BeyBlades mutantes [<em>break para o lanche</em>]. Jogamos Uno, Soletrando e De Onde as coisas vêm?. Lutamos mais um pouco. Perdi feio uma centena de vezes.</p>
<p><a href="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/08/IMG_3201.jpg"><img class="size-medium wp-image-96 alignnone" title="Jogos" src="http://www.maedojoao.com.br/wp-content/uploads/2011/08/IMG_3201-300x234.jpg" alt="" width="300" height="234" /></a></p>
<p>Valeu cada minuto! Ganhei o sorriso mais franco.</p>
<p>A gargalhada mais gostosa.</p>
<p>Elogios sinceros&#8221;<em>mãe, você nasceu para isso!</em>&#8220;.</p>
<p>E o melhor apelido de todos: docinho de coco!</p>
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		<title>Amanhã é o dia dos pais. E daí?</title>
		<link>http://www.maedojoao.com.br/paternidade/amanha-e-o-dia-dos-pais-e-dai/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 02:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Biattrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Dúvida]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se já falei do pai do João. Talvez não, porque é muito dolorido para mim. Só que eu não posso mais ignorar este assunto, achando que se eu não falar nada, ele continuará debaixo do tapete&#8230; João tem hoje cinco anos e cinco meses. Ao longo desses 65 meses, eu me desdobrei em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se já falei do pai do João. Talvez não, porque é muito dolorido para mim.</p>
<p>Só que eu não posso mais ignorar este assunto, achando que se eu não falar nada, ele continuará debaixo do tapete&#8230;</p>
<p>João tem hoje cinco anos e cinco meses. Ao longo desses 65 meses, eu me desdobrei em papéis que não me pertencem, na infantil tentativa de suprir o <em>roll</em> de personagens necessários para se educar uma criança. Pelo menos na <em><strong>minha</strong></em> imaginação, através dos <em><strong>meus</strong></em> filtros, dentro da <em><strong>minha</strong></em> realidade &#8211; assim, bem egocêntrica (pego da palavra o seu significado original e sem deméritos: <em>Diz-se daquele que toma a si próprio como referência para tudo</em>).</p>
<p>Marcelo e eu não tínhamos uma relação estável. Ou mesmo uma relação, como descobri depois. Namoramos por três meses. Engravidei <em>sem planejar </em>(eu prefiro o <strong>engravidamos</strong>, porque foi da forma mais tradicional possível!). No sétimo mês de gestação, nos separarmos de vez. Foi uma época difícil não só para mim, tenho certeza.</p>
<p>Meio perto, meio longe, ele acompanhou a gravidez e, no dia 15 de março de 2006, esteve ao meu lado, aguardando o nascimento do João, com aquela roupa ridícula de centro cirúrgico e cara de pai babão.</p>
<p>Apesar de não estarmos juntos, nunca coloquei obstáculos para a relação pai-e-filho acontecer. Ao contrário &#8211; sempre cobrei (até demais) que os dois fossem mais ligados. Desde o início, entendo e aceito que esta é uma relação da qual eu não participo. É algo que eles, <em>os caras</em>, devem construir e fortalecer&#8230; ela independe da minha vontade e não está sob meus cuidados. Tudo o que posso e devo fazer é não qualificá-la.</p>
<p>Foi no meio de 2009 que Marcelo se apresentou ao João. A última vez estiveram juntos foi dois anos antes, na festa de um aninho. Um cara estranho aparece na porta de casa e o pequeno corre de braços abertos. Segundo determinação do Juiz, foram quase 16 finais de semana que eles tiveram para se reconhecerem. Em abril de 2010, uma oportunidade de trabalho em Aracaju leva o pai do João para longe&#8230;</p>
<p>Vi o pequeno passar maus bocados de saudade. Levei um tempo para perceber que precisaríamos de ajuda profissional. Tatiana, uma psicóloga especializada em relações familiares, me mostrou que andei fazendo tudo errado! Eu inventava desculpas bonitinhas para a ausência do pai, desculpas ingênuas, do tipo: &#8220;ele está trabalhando, filho! Tá muito ocupado!&#8221;&#8230; &#8220;viajou!&#8221;&#8230; &#8220;é lógico que seu pai te ama, e deve sofrer muito por estar longe!&#8221;, &#8220;lá é quase meio do mato! Não tem telefone, nem internet&#8221;&#8230; Eu achava que assim, justificando esta ausência, eu protegeria meu filho da não-relação.</p>
<p>Hoje, assumo uma nova postura, mais real, mais verdadeira. João precisa aprender a lidar com o pai que tem. Um pai que mora longe, que nunca está presente, que &#8211; talvez &#8211; reapareça um dia desses para ocupar seu lugar. #Fato. Se bom ou ruim, só mesmo os dois podem dizer.</p>
<p>Como mãe do João, faço um esforço enorme para ficar neutra. E transformar esse material bruto em molde de caráter, de generosidade, de entendimento pelas diferenças. Procuro entender e ensiná-lo que as pessoas agem segundo suas próprias escolhas, e não como nós gostaríamos. Que cada escolha gera uma consequência, de nossa responsabilidade. Que precisamos lidar com a frustração.</p>
<address>Imagem: <a href="http://www.freedigitalphotos.net/images/view_photog.php?photogid=1998" target="_blank">arztsamui / FreeDigitalPhotos.net</a></address>
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