24th ago2010

Macaco de imitação

by Biattrix

Hoje, levando o João ao colégio, pelo caminho ele ia me mostrando suas habilidades como jogador de futebol. Conversávamos sobre os times, jogadores e dribles. E sobre os jogos no pátio da escola, com os amigos que, segundo ele, não sabem “enganar” a jogada.

Todo animado, ele parava a cada cinco passos para me mostrar dribles e pegadinhas, um vai-não-vai digno de… (oops, tenho muito a aprender sobre futebol!)

Quando perguntei como ele aprendeu tudo aquilo, João respondeu tranquilamente:

– ué, vendo. Eu vejo e faço, eu vejo e faço. Pronto.

Na hora achei bem divertido. Afinal, é assim mesmo que aprendemos, não? Quase por imitação. Quando adultos, estamos com a técnica tão refinada, que nem nos damos conta. Vemos e fazemos. Aprimoramos. Mas, macaqueamos.

Aí, lembrei desse vídeo que vi tempos atrás

O poder de observação dos pequenos é tamanho! Por exemplo: João aprendeu que deve andar do lado interno da calçada, simplesmente porque eu, durante nossas caminhas, sempre o troco de lado, o deixando longe do meio-fio. Vendo esses movimentos, me perguntou o motivo e respondi que era por segurança, que mulheres e crianças sempre devem andar desse jeito – o mais velho, ou mais forte, protegendo o mais novo, mais frágil. Desde então, quando vê alguma criança na beirada da rua, comenta em tom de quem sabe tudo: – ali, mãe, ele não sabe que criança tem que andar do lado de dentro da calçada.

19th ago2010

Do seu lado

by Biattrix

Nunca planejei ser mãe. Para mim, sempre foi a evolução natural da vida. Aconteceria, pensava, no mais puro estilo “era para ser”. E aconteceu.

Não juntei dinheiro, não fiz economias, planejei gastos ou programei dar um tempo no trabalho, só para cuidar do pequeno-príncipe.

Hoje, sinto falta dessas coisas, confesso. Queria ter estruturado melhor a vida. Mas, assim é, assim será.

O que posso fazer é mudar minhas escolhas daqui em diante. E a mais importante está tomada: quero acompanhar mais de perto o crescimento do João.

Atualizando: mudei a carinha do blog, e quis trazer mais imagens, por isso a foto é mais recente que o post!
13th ago2010

Educar, sem limitar

by Biattrix

Todos nós precisamos de limites. E é de nossa natureza testar e expandir tais limitações. É assim que aprendemos, não?

Quero que meu filho tenha limites claros, bem estabelecidos, fortes o bastante, sem que sejam enraízados, instransponíveis, castradores.

E aí, como se faz?

Há tempos, João ainda era um bebezinho [cá entre nós, para mim, ele sempre será!], vi uma matéria ou entrevista, não lembro – acho que no Alternativa Saúde, do GNT – sobre empreendedorismo. Nela, um cidadão falava que todos, eu disse TODOS, nós nascemos empreendedores. O que define, potencializa ou anula essa habilidade é a educação recebida nos sete primeiros anos de vida [assustador isso, não? Para mim, foi!]. E deu um exemplo claríssimo: uma ação corriqueira pode dar a segurança necessária para que tal habilidade se desenvolva melhor. Essa ação?  Preparar o próprio café da manhã. A criança, ao preparar seu achocolatado de todo dia, por exemplo, precisa pensar nas etapas envolvidas, separar os ingredientes, seguir uma “receita”…Para a criança, essa simples tarefa envolve muitas etapas:

– Separar o copo e colheres
– Pegar o leite na geladeira, ou preparar o leite em pó
– Pegar o achocolatado no armário
– Dosar o leite e o chocolate
– Misturar tudo, tomando cuidado para não entornar

E é uma festa! Ao fazer tudo isso, ela começa a treinar a cabecinha para os negócios! [Aí vem o pior!] Se nessa hora algo dá errado e você, com pressa porque tem que trabalhar, tentar tomar as rédeas e deixa escapar um “olha o que você fez!” ou “Você não sabe fazer nada”… tsc, tsc, tsc. Isso fica gravado no íntimo, lá no âmago. De tanto se repetir, em várias ações ou tentativas, chega a hora a criança cresce, mas não esquece. Pode até não se dar conta do estrago. Ela passa a acreditar piamente que não serve para muita coisa, que sempre faz tudo errado. E um dia, para de tentar, se acomoda e esquece da festa que é fazer algo novo e desafiador.

Eu já caí nesse erro. Diante de um copo derramado, tudo sujo, relógio apontando o atraso, eu briguei com o João, falei alto até… acho que foi um “tá vendo!”. Aí o programa se reprisou inteirinho em cinco nanossegundos na minha mente. Ao ver meu filho com uma carinha assustada, eu abaixei, fiz questão de estar na mesma altura dele e, olho no olho, pedi desculpas. Disse que aquilo acontecia e que não tinha problema. Que rapidinho limparíamos tudo e recomeçaríamos. E prometi que seria uma festa! Incrementei o café e o coloquei para pegar tudo o que precisávamos. A alegria dele foi enorme. E a minha também.

08th ago2010

Bolsa de mãe

by Biattrix

Bolsa de mãe é assim: sempre precisa ter espaço para a imaginação do filhote…

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