06th ago2010

1 de agosto de 2005

by Biattrix

Lembro como se fosse ontem: dia 1º de agosto de 2005 eu estava oficialmente grávida. Foi nesse dia que eu fiz dois exames – um de farmácia que deu errado, e o tal BHCG.

Eu nem desconfiava. Mas de tanto o povo da agência colocar pilha, fiz os exames para calar a boca deles. A-ham, Claúdia, senta lá.

Na época, eu vivia de dieta pouco saudável, fumava quase dois maços de Marlboro vermelho por dia, adorava um destilado, trabalhava pacas, curtia horrores, dormia pouco. Enfim, pinto no lixo. Hoje brinco que João me salvou – aquela boemia toda não me faria bem a longo prazo…

A espera do exame foi tensa, mas divertida. O chefe Edu quis descer para o Bar Lagoa [sim, eu trabalhei 5 anos da minha vida em cima de um dos bares mais legais do Rio!], era uma boa desculpa para bebermos e eu fumar os últimos cigarros da minha vida.

Às oito em ponto eu liguei para o laboratório e a mocinha do outro lado da linha disse: “sua contagem é de 20mil e não sei quanto de sei lá o quê [pausa dramática], parabéns, a senhora está grávida”. Enquanto eu ouvia essa frase interminável, apagava o cigarro e repassava na mente os últimos acontecimentos – tal qual um mini-flashback d’Os Normais. O resto é pura emoção. E não tenho palavras para descrever. Sabe tudo junto? Uma alegria louca e imensa misturada com um medo absurdo, tudo muito intenso. E molhado. Sim, porque eu não parei de chorar.

Eu não sabia o quanto minha vida mudaria. Não tinha ideia das transformações – e foram muitas, acredite.

Ao longo desses 5 anos, nunca me arrependi. A gravidez foi totalmente inesperada [um acidente de percurso, até]. E nem por isso menos celebrada. Amei cada momento, desde o primeiro instante. E, ao contrário do que sempre pensei, os 9 meses passaram rápido demais.

Meu príncipe-herdeiro já está com 4 anos, cheio de certezas, impossível e inteligente. Deliciosamente gaiato.

E quer saber? Aquele misto de alegria e medo continuam aqui [as lágrimas também!]. Ainda bem. Não poderia ser diferente, nénão?

05th ago2010

Interferências

by Biattrix

Viver é simples, nénão? Eu acho que na teoria, enquanto fato isolado, é bem simples mas, na prática, não é bem assim. Estamos o tempo todo em conflito – alguns tão pequenos que mal notamos… alguns vivem abaixo da linha da consciência. Desses eu nem falo, porque finjo não saber ou ainda nem sei que não sei [doidinha, não?].

Não ganhamos manual de instrução. Não tem ensaio. É uma grande improvisação.

E como o assunto aqui é ser mãe… com o bebê não vem a iluminação necessária para criarmos esse serzinho da melhor maneira possível. Pelo menos não para mim! Assim, sigo tentando. E muitas vezes errando.

Todos os dias tento me lembrar de que minhas escolhas refletem na vida do meu filho. Meus humores, impaciências, frustrações e conquistas. Tudo interfere, cria, reforça, molda o que ele é e será…

A pequena grande existência do João também interfere na minha vida. E se essas interferências me pedem novas e diferentes escolhas, ele será sempre a razão número 1 dos meus caminhos.

03rd ago2010

Mamãe tecnológica

by Biattrix

Vivemos dias interessantes, não?! João, aos 4, é um nativo digital. Nasceu cercado de incríveis gadgets, de possibilidades infinitas, de coisas que eu só via nos filmes e no desenho do Jetsons… E ele tem tudo isso praticamente no DNA.
Enquanto eu… Bem, eu tento correr e aprender tudo que posso. Aprendi isso com meu pai (incansável buscador de novidades!).
Bem, tudo isso para dizer que este post é um teste: feito todinho no meu iPhone! Vamos ver no que vai dar???

02nd ago2010

Sai pra lá, doença…

by Biattrix

Sábado foi um dia agitado. E por isso mesmo pensei que a febre era emocional. Afinal, ver o time do coração jogar em pleno Maracanã emociona qualquer um. Mas não… insistente, a febre ardeu o domingo inteiro e me roubou a segunda. Diagnóstico? Rinite severa.

Eu sei que criança cai com quase 40 num dia, e no outro já está toda alegrinha… Recuperação rápida, ainda bem!

Mas, e nós, hein? Eu, pelo menos, sou a mãe mais molenga que já conheci. Sofro horrores [por dentro] com uma dorzinha. Queria colocar o pequeno em uma redoma de cristal e deixar ali, quietinho e protegido. Aí está o meu dilema!

Aprendi nos livros que filho é para a vida. Aprendi com a minha mãe que é preciso empurrar do ninho. Aprendi… Mas na prática é tãããão diferente! [sou a única?]

Tá certo que procuro esconder do João e de todos – até de mim mesma – esse meu lado mega-ultra-hiper-superprotetor. Filho tem que correr, cair, levantar e continuar a correr para aprender. Eu SEI disso. E tento, sinceramente, ensinar meu pequeno a fazer assim. E sem grandes dramas – tipo: “não foi nada… levanta, limpa a mão na camisa e segue, filho”.

Aí, quando ele dorme, fico olhando com um olho comprido, admirando esta que é a minha mais imperfeita perfeita criação… e dá uma vontade de abraçar, de prometer estar sempre ao lado, de jurar que vou afastar todos os problemas do caminho. Ah, dá vontade, viu?! Mas, fico só olhando, tentando imaginar o que ele diria, se um dia soubesse disso.

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